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Em Busca (de mim).

Eu busquei em lugares e em pessoas e buscava até sem me dar conta que estava a procura de mim. Por vezes, “A busca por sentido” que muitas pessoas relatam é nada mais que a busca por si mesmo, por reconhecimento próprio, por algo que nutra nosso viver através dos dias.

Foi num emaranhado de emoções e questionamentos aos 21 anos que finalmente encontrei o lugar que me amparasse para uma busca interior segura e profunda e também onde encontrei e ainda encontro pessoas alinhadas a esse mesmo desejo intrínseco de reencontrar em si o caminho para a auto realização.

Agora, depois de alguns anos vejo como um presente da vida pra mim, as oportunidades e as experiências que vivo e que são atravessadas por uma expansão em todos os níveis: mental, físico e espiritual. Sinto que aflorou aqui dentro um sentimento de conexão com a Terra e um pertencimento tão grande quanto a necessidade de respeitar, amar, honrar e nutrir tudo que engloba a vida neste plano, começando por mim. E aqui, exatamente neste ponto inicia-se um importante trabalho diário, observar que a natureza não está fora (apenas) e muito menos o sentido de espiritualidade. O trabalho ou busca não é externa e também não é num plano superior, mas sim, inteiramente dentro.

Então digo que nasceu ou melhor brotou de uma semente profunda dentro de mim, essa grande e primordial necessidade de estar sempre desejando e se esforçando para melhorar, para crescer com certa fluidez e urgência, desbravando cada vez mais o amor que pulsa além de mim.

No rezo

A cada cerimônia, a cada medicina, torna-se mais clara a realidade acerca do que é viver com respeito por tudo, do que é ter calma e confiança e da importância da busca pela presença, pelo foco e pela coerência. Reconheço as plantas de poder como de poder porque nós existimos e adoto esse olhar porque sinto que é extremamente importante como estamos diante delas, qual a motivação que me leva diante de um altar. Acho crucial alguns questionamentos para não tornar a pratica dessa comunhão um ato mecânico ou habitual e também para renovar a intenção, o rezo e alinhar com o momento que estou vivendo.

Para mim, a força existe porque temos a força dentro de nós. E que força é essa?

O poder de uma medicina move, transmuta e cura porque temos esse poder aqui dentro, coexistindo e sendo motor para todas as mudanças a cada instante. Vale observar onde a vida não está fluindo, provavelmente há um ideal inflexível agindo.

Há quase 7 anos atrás oque acessei não foi um lugar ou alguma pessoa que achei ser finalmente a chave para a minha vida ou alguma muleta que sustentaria a falta de sentido e carência afetiva, oque encontrei foi exatamente o contrário, foi a auto responsabilidade e o chamado para amar-me como sou. E para manter esse auto estudo e a busca por consciência eu não tenho a necessidade de consagrar uma planta de poder diariamente, porque não busco alívio e também porque não há uma carência sempre a minha espreita, mas posso dizer que estou aprendendo a sustentar esse chamado dia a dia, a partir da medicina que sou e que busco expandir esse poder e essa cura para todas as coisas externas, que estando fora de mim são instrumentos que me fazem enxergar com nitidez o reflexo desse transbordar, sempre nesse movimento- de dentro para fora. Em resumo, oque percebi nos últimos anos é que cada medicina faz essencialmente parte de mim e quando nesse encontro comungamos nossas forças, nosso poder diante da vida expande.

Ao contrário do que várias pessoas acham porque não vivenciaram a experiência ou infelizmente vivenciou de uma forma inusitada, consagrar uma planta de poder ou ter uma experiência num contexto cerimonial muito antigo como o temaskal por exemplo, nos traz a busca por independência, por liberdade, por amor e autoconhecimento. Nunca foi e nunca será para um buscador da verdade, do amor e da justiça, um meio de escape, um canal de dependência, de “lavagem cerebral” ou de mera ilusão.

Essa medicina da alma que vem dos 4 cantos da Terra e que se apresenta com diversos nomes, formas e que é produto da natureza, é dado como tecnologia ancestral de cura e de reconexão, pelos reinos desse planeta a todos nós, para nos lembrarmos do nosso servir aqui. Assim, seremos canais da cura, onde o nosso grande poder é a intenção e a nossa força, o amor. E isso nutrirá profundamente a nossa alma, nesse Reencontro e Despertar da consciência.

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